• Flávio L Heldwein

Uso de longo-prazo de medicações para HPB associadas a danos cardíacos e, possivelmente, demência.

Desde 2017, as preocupações com efeitos colaterais de medicamentos como doxazosina e tansulosina tem despertado precaução.

O estudo acima, publicado no Journal of Urology da Associação de Urologia Americana (AUA) incluiu 175.201 homens com diagnóstico de hiperplasia benigna da próstata e tratados com as duas classes mais comumente utilizadas: os inibidores da 5-alfa redutase (finasterida e dutasterida) e os alfa-bloqueadores (doxazosina, alfazosina, tansulosina)..


Este é um estudo de base populacional, portanto serve para apontar uma hipótese e não é uma evidência definitiva. O estudo investigou os efeitos da terapia medicamentosa para hiperplasia benigna da próstata (BPH) sobre o risco de insuficiência cardíaca em homens com mais de 65 anos.

Os autores encontraram um aumento no risco em todos os grupos, com o risco mais alto com o uso prolongado de alfa-bloqueadores, seguido pela terapia combinada e, em seguida, inibidores da 5-a redutase (5-ARIs) isolados.

Os autores do estudo controlaram fatores como a idade e história fatores de risco para doença cardíaca, pois poderiam trazer confusão aos seus resultados. Concluiram que os alfa-bloqueadores e a terapia combinada foi mais associada a um maior risco de insuficiência cardíaca em comparação com os 5-ARIs isolados.

Notavelmente, os alfa-bloqueadores não seletivos (como por exemplo: o alfa-bloqueador mais vendido no BRASIL, a doxazosina) foram associados a um risco maior de insuficiência cardíaca em comparação com seus homólogos seletivos.

Finalmente, houve um aumento no risco de insuficiência cardíaca com uma exposição mais longa ao fármaco a bloqueadores a-bloqueadores não seletivos e seletivos.



Comentários do expert: Prof Flávio

Desde os anos 90, medicamentos, tais como: doxazosina, finasterida, tansulosina e dutasterida tem sido a primeira-linha de tratamento para os sintomas do trato urinário e HIPERPLASIA PROSTÁTICA.

Desde 2017, a prescrição de medicamentos para bexiga também tem sido menor e pacientes com bexiga hiperativa, e o uso de anticolinérgicos de longo prazo (medicamentos para tratar sintomas de bexiga) tem sido associados a uma maior incidência de demência.

Recentemente, a urologia mundial tem publicado que pacientes submetidos aos novos tratamentos invasivos, apresentam melhores resultados a longo-prazo do que os pacientes que tratamos com medicamentos.


No nosso Centro Especializado da Próstata, diariamente, reavaliamos e oferecemos tratamentos minimamente “invasivos” para nossos pacientes com sintomas do trato urinário inferior. Considerando que, inicialmente, oferecer um tratamento dito mais agressivo para BPH pode, de fato, ser a alternativa mais eficaz e prudente para muitos de nossos pacientes ao invés de permanecer em uso destes medicamentos por tantos anos.

Uma das terapias com resultados semelhantes em 5 anos a antiga RTU (raspagem da próstata) e o implante do #uroLIFT procedimento ambulatorial, sem internação e com alívio e satisfação mais rápida pois não envolve remoção de tecido (não necessitando de hospitalização, sangramentos e processo de cicatrização). No mundo são mais de 260.000 pacientes tratados com este procedimento, verdadeiramente, minimamente invasivo.

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