• Flávio L Heldwein

Síndrome metabólica associada a piora do câncer de Próstata

Já sabíamos que homens com síndrome metabólica evoluem com piora dos sintomas urinários, aumento benigno da Próstata (a chamada HPB) e com bexiga irritada. Também temos bons estudos que concluíram que pacientes com câncer de próstata que se mantiveram ativos, com exercícios regulares, vivem mais e com mais qualidade de vida. Portanto, parece que é importante se manter com o peso certo e combater o sedentarismo, mesmo depois de um diagnóstico de câncer.



Neste estudo, que foi apresentado esta semana, durante o Congresso Americano de Urologia, foram estudados dados de 4587 homens, destes 1605 (35%) tinham Síndrome Metabólica no momento da cirurgia radical por câncer de próstata.


Durante os anos de acompanhamento, 1,7% morreram devido a progressão do câncer de próstata.


O diagnóstico da Síndrome Metabólica foi associado a um risco aumentado de doença mais agressiva (resistente à castração) e mortalidade câncer específica na análise univariável (HR = 1,57; IC 95%: 1,08-2,29, p = 0,019, HR = 2,02; IC 95%: 1,29-3,16, p = 0,002 respectivamente), análise ajustado para características demográficas e clínicas (HR = 1,68; IC 95%: 1,15-2,46, p = 0,008, HR = 2,21; IC 95%: 1,41-3,49, p = 0,001 respectivamente), e análise ajustada para características demográficas e patológicas ( HR = 1,57; IC 95%: 1,07-2,31, p = 0,022; HR = 1,94; IC 95%: 1,22-3,08, p = 0,005 respectivamente).


CONCLUSÕES:

Estes resultados sugerem que após cirurgia para tratamento do câncer de próstata localizado, ter síndrome metabólica aumenta o risco para morrer pelo não controle do avanço do câncer.



O estudo gera uma hipótese de que a síndrome metabólica não impacta o risco de desenvolver metástase após a prostatectomia radical, mas aumenta o risco de desenvolver doença metastática resistente à castração e o risco de morte por câncer de próstata.


https://www.auajournals.org/doi/10.1097/JU.0000000000002036.18