Câncer de próstata em 2016

October 8, 2016

 

ESTIMATIVA ANUAL DE NOVOS CASOS

 

Da acordo com a publicação anual da American Cancer Society (ACS), estima-se que 180,890 novos casos de câncer de próstata ocorrerão nos EUA durante este ano de 2016.

O câncer de próstata é o mais frequente em homens, além de câncer de pele.

Por razões que ainda estando sendo estudadas, o risco de câncer de próstata é 70% maior em negros do que em brancos não-hispânicos.

O INCA (Instituto Nacional do câncer - Ministério da Saúde) estimava 70 mil casos em 2014.

 

 

INCIDÊNCIA

 

Nos anos 1990, as taxas de incidência de câncer de próstata cresceu em grande parte por causa do rastreamento generalizado com o exame de sangue chamado antígeno prostático específico (PSA).

Anos últimos anos, mais precisamente de 2003 a 2012, as taxas diminuíram em 4,0% ao ano (Dados da ACS).

No Brasil, a incidência continua a crescer. E o Sul do Brasil apresenta a maior incidência relatada segundo o INCA, (acima de 90 casos para 100.000 habitantes)

 

 

MORTALIDADE

 

Mortes: Com uma estimativa de 26,120 mortes em 2016, este é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, sendo o câncer de pulmão o câncer que mais mata homens e mulheres.

 

FELIZMENTE, As tendências de mortalidade: as taxas de morte por câncer de próstata estão declinando desde o início dos anos 1990.

Estas quedas são devido a melhorias na detecção e tratamento precoce.

 

 

 

 

O CÂNCER DE PRÓSTATA TEM SINTOMAS?

 

Não. Pois nas fase iniciais, o câncer ainda é pequeno para causar alguma sintoma urinário. Da mesma forma que a PRESSÃO ALTA é uma doença silenciosa no início e, depois, aumenta o risco de morte cardio-vascular.

Os sintomas do trato urinário inferior (próstata e bexiga) geralmente, são causados pelo aumento benigno da próstata e dos efeitos do envelhecimento na bexiga.

Portanto, NÃO É RECOMENDO TER SINTOMAS PARA PROCURAR UMA AVALIAÇÃO UROLÓGICA PARA DIAGNÓSTICO PRECOCE

 

Estados mais avançados da doença podem resultar em dificuldade para iniciar ou parar o fluxo de urina; a necessidade de urinar com frequência, especialmente à noite; sangue na urina; ou dor ou ardor ao urinar.

O câncer de próstata avançado pode se espalhar (dar metástases) para os ossos, o que pode causar dor.

 

 

FATORES DE RISCO

 

A idade, ascendência africana, uma história familiar da doença, e certas condições genéticas herdadas.

No caribe e nos EUA, os homens negros têm maiores taxas de incidência de câncer de próstata do mundo.

A síndrome genética de Lynch e mutações nos gene BRCA1 e BRCA2 comumente, envolvidos no câncer de mama das mulheres podem evoluir com maior risco.

No CEPON em Florianópolis - Brasil, os pacientes negros também apresentam a doença em fases mais avançadas.

 

Obesidade e tabagismo não aumentam o risco geral. Porém, os homens obesos e fumantes apresentam doença mais agressiva e maiores complicações, sequelas.

 

 

 

EXISTE PREVENÇÃO? Tomar tomate previne câncer de próstata?

 

Duas drogas de interesse, finasterida e dutasterida, parecem reduzir o risco de câncer da próstata, entretanto, nem sempre MAIS É MELHOR, pois o uso contínuo destes remédios não melhorou a sobrevivência e podem resultar em efeitos colaterais, tais como menor volume de ejaculado.

OS estudos com selênio, polivitamínicos, Vitamina E e licopenos nos tomates, falharam em demonstrar algum benefício e, atualmente, não tem evidência que ajudam, algumas evidências inclusive tem efeitos deletérios sobre a próstata.

 

 

EXISTE DIAGNÓSTICO PRECOCE? ( = detecção precoce = rastreamento = prevenção secundária)

 

Algumas organizações não recomendam de rotina, devido a preocupações com a alta taxa de sobrediagnóstico.

Sobrediagnóstico é a quantidade de câncer descoberto pelo exame da biópsia de próstata que, se o homem não tivesse ido fazer o PSA (exame de sangue), provavelmente ele nunca ficaria sabendo da doença. Em outras palavras, ele morreria COM o câncer na próstata MAS não DO câncer de próstata. Isso é explicado, porque o câncer de próstata estes relacionado com a idade, e homens idosos tem menor expectativa de vida devido a outras doenças, como infartos e derrames (AVC).

Entretanto, essas altas taxas de sobrediagnóstico são melhoradas quando o urologista oferece uma conduta personalizada, isto é, faz uma estratégia de detecção mais inteligente, levando em consideração as características de cada homem e decidindo em conjunto o melhor manejo baseado em evidências.O médico assistente deve esclarecer benefícios e incertezas. 

 

Outras organizações recomendam a diagnóstico precoce. Por exemplo, a American Cancer Society recomenda a partir dos 50 anos e que tenham uma expectativa de vida de pelo menos 10 anos.

 

Homens com alto risco de desenvolver câncer de próstata (negros ou com algum parente próximo (irmão, pai tio) diagnosticado com câncer de próstata antes dos 65 anos) devem ter esta discussão começando aos 45 anos.

 

Até aos 40 anos, existe evidência que o exame do PSA pode servidor de comparação e tem valor de predizer se o home tem um risco maior de desenvolver e morrer de câncer de próstata.

 

 

 

COMO TRATAR

 

Várias características individuais e da doença devem, sempre, ser consideradas.

Na doença localizada, dependendo da faixa etária e expectativa de vida do homem, existe 3 opções terapêuticas que podem ser oferecidas.

O seguimento ativo, sem necessidade de tratamento definitivo de imediato, é uma estratégia com excelente sobrevida em estudos de até 15 anos. Porém, a seleção adequada e criteriosa dos pacientes é essencial. Geralmente, câncer de próstata GRAU 1 (classificados como baixo risco), diagnosticados com tamanho muito reduzido, inicial, são os que apresentam melhores resultados a longo-prazo.

 

Para tumores mais agressivos, devemos, da mesmo forma ser mais agressivos, objetivando a cura. As opções de tratamento incluem cirurgia (aberta, laparoscópica ou robótica assistida), a radiação externa, ou implantes de sementes radioactivas (braquiterapia) e estratégias como crioterapia e HIFU.

 

A terapia hormonal pode ser utilizada, em associação com a radioterapia.

 

Apesar das altas taxas de sobrevida após os tratamentos, portanto, excelentes resultados oncológicos, os resultados, dito, funcionais apresentam efeitos colaterais ou complicações.

Tanto a radioterapia quanto a cirurgia podem resultar em dificuldades urinárias e de ereção, que podem ser por apenas um período ou definitivos. 

 

Quanto a doença é metastática o tratamento pode ser com quimioterapia e/ou hormonioterapia. t

 

O tratamento hormonal pode controlar câncer de próstata avançado por longos períodos de anos.

A quimioterapia pode prolongar a sobrevivência.

Em casos mais avançados, onde o câncer continua a progredir e não responde mais aos hormônios, existe a vacina contra o câncer.

Outros tipos de medicamentos podem ser usados ​​quando o câncer compromete os ossos.

 

Atualmente, a sobrevivência câncer específica em 5 anos é 99%. Em 10 e 15 anos, as taxas de sobrevivência relativa são de 98% e 95%, respectivamente.

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