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DOENÇA DE PEYRONIE  - curvatura peniana adquirida

 

Principalmente, nesta época da vida, após os 40, cerca de 9% dos homens refere que o pênis começa a entortar, é a chamada Doença de Peyronie.

A tortuosidade peniana tem este nome em homenagem ao cirurgião que primeiro descreveu esta doença, François de La Peyronie (médico do Rei Luis XIV da França).

 

A Doença de Peyronie é uma desordem comum que, geralmente, se apresenta com dor peniana, curvatura, placa palpável e disfunção erétil

 

Pênis Torto – hipótese dos microtraumatismos

A razão e como inicia esta doença ainda não é totalmente compreendida pelos médicos, porém algumas explicações parecem indicar uma causa traumática.

Provalvemente, justamente nesta idade, o pênis não tem mais aquela rigidez de quando mais jovem e a penetração com o pênis não 100% rígido poderia favorecer pequenas “dobras” internas, microtraumatismos, que favoreceriam pequenos hematomas por dentro.A cicatrização, mesmo que microscópica destes micro-hematomas pode resultar nestes homens em áreas endurecidas que não possuem a mesma elasticidade que outrora, resultando numa tortuosidade quando o pênis fica ereto e numa “placa” endurecida quando flácido.

Certamente esta hipótese funciona associada a outros fatores predisponentes, como algumas doenças reumatológicas, auto-imunes, genéticas e de cicatrização anormal e uso de alguns remédios.

 

Nódulo no pênis

Estes nódulos abaixo da pele, cujo nome correto é placa fibrosa, podem ser associados ou não a dor, principalmente na fase inicial da doença que pode levar até 1 ano e meio até 2 anos para estabilizar. E é por esta razão que o andrologista pode optar por observar inicialmente. Os pacientes devem procurar um bom andrologista para avaliação, já que muitos homens têm receio da placa endurecida ser um tumor por exemplo.A resolução espontânea, sem nenhum tratamento pode ocorrer em menos de 15% dos casos.Ultrassom, Rx e medicações que favorecem a ereção são medidas tomadas para melhor avaliação do ângulo e da placa

 

Complicações

A Doença de Peyronie pode ser frustrante para um casal, causando estresse emocional entre homem e sua companheira, causando relação com dor tanto para o homem quanto para a mulher, e, ás vezes, até impossibilitar a penetração dependendo do ângulo que se forma. Quanto atinge um formato de gancho até dificuldade para urinar pode surgir. Além de diminuir o tamanho do pênis em alguns centímetros. Em 20% dos casos a doença pode causar impotência.

Em alguns casos o pênis pode afinar da placa em direção a glande (cabeça do pênis) e dificultar a circulação sanguínea, resultando em uma área mais fria na ponta.

 

PREVENÇÃO

Não se conhece um tipo de prevenção. Pequenos traumas durante o ato sexual podem iniciar o processo, mas certamente não explicam todos os casos

 

TRATAMENTOS

Como a evolução da doença pode variar de homem para homem, um período inicial de acompanhamento pode ser recomendado pelo seu andrologista.

Alguns tratamentos, tanto não-cirúrgicos quanto cirúrgicos podem resultar em piora da impotência.

Muitos tratamentos com comprimidos, injeções, vitaminas e até o tratamento com ondas de choque foram e são descritos. Porém, quando testados com maior rigor científico, poucos benefícios ficaram comprovados. 

VITAMINA E - O papel de vitaminas como Vitamina E apesar de ser muito utilizada, e ser de baixo custo, carece de estudos mais objetivos e em altas doses pode ser prejudicial a saúde.

COLCHICINA e POTABA - Outras medicações que atuam na cicatrização e no depósito de colágeno têm sido utilizadas com resultados que diferem de pesquisador para pesquisador, por vezes não convincentes.

INJEÇÕES DENTRO DAS PLACAS – também apresentam resultados que variam de bons a nenhum benefício. Interferon-alfa, corticóides, verapamil e colagenase são alguns dos medicamentos injetados nas placas.

 

CIRURGIA

Quando a curvatura persistir por mais de 12 meses, tiver um ângulo que cause dor durante o ato sexual, um procedimento cirúrgico pode estar indicado.O tipo de técnica cirúrgica dependerá do tamanho do pênis, da ausência ou presença da disfunção erétil, da experiência e preferência do andrologista.

Cirurgias mais simples, geralmente, apresentam alguns resultados insatisfatórios como um pênis menor. 

Cirurgias de alongamento do lado encurtado pela doença – Já cirurgias mais complexas, com uso de enxertos têm a finalidade de tentar preservar o tamanho do pênis sem tanta perda.

Se a placa estiver associada a impotência sexual que não responda bem ao uso de medicação, a colocação de uma prótese pode ser discutida detalhadamente entre o pciente e seu médico.

 

 

 

 

 

A Doença de Peyronie é uma doença com causa ainda não bem conhecida. Os microtraumas no pênis, ao longo da vida, parecem ser a causa mais provável.

É uma doença que pode provocar dor nas ereções, tortuosidade e afinamentos no corpo do pênis e encurtamento do mesmo. Além de disfunção erétil, impotência e prejuízos emocionais para o homem e sua parceira.

Na fase inicial, a Doença de Peyronie, não apresenta uma lesão estável, isto é ela pode piorar ao longo dos meses ou aliviar (raramente). A fase inicial pode durar 6-18 meses. A dor, durante as ereções, pode ser incomoda.

Depois destes meses, a cicatriz interna nos corpos cavernosos chega a um ponto de “esfriamento”amadurecimento e a inflamação diminui. Nesse momento, geralmente, a área endurecida não modifica mais e fica de tamanho estabilizado.

Esta área endurecida que provoca curvaturas pode variar de poucos graus até acima de 90 graus, dobraduras para cima, baixo e laterais são comuns.

O tratamento cirúrgico, geralmente, deve aguardar esta fase inicial se resolver.

Muitos tratamentos clínicos foram propostos, ao longo dos anos. Porém, poucos ajudamrealmente.

A vitamina E sozinha, não ajuda. Porém, quando utilizada com uso de antioxidantes e injeções no local da doença ajudam a diminuir o tamanho da placa endurecida, ainda que pouco.

Outra medicação que foi estudada foi o tamoxifeno. Estudo demonstrou que não ajuda.

O POTABA (paraaminobenzoato de potássio) tem eficácia questionável e efeitos colaterais grandes.

Tadalafila (da mesma clase do Viagra) ajuda pouco, se usada em combinação com outros agentes.

Algumas drogas, injetadas diretamente na placa do pênis, aparentemente, ajudam. Porém, tem resultados bons em menos de 35% dos pacientes. Uma destas drogas é a colagenose de Clostridium. É uma tentativa com eficácia comprovada para pacientes que não desejam aguardar que a cicatrizando fique estável para operar após.

Ácido hialurónico e até BOTOX, estão sendo estudados no momento.

Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LEOC). Pacientes que sofrem de cólica renal, já ouviram falar na LEOC. Ondas de choque aplicadas no pênis é um tratamento proposto para alívio da DOR não da curvatura.

O uso de aparelhos de tração peniana pode ajudar quando utilizado da forma correta em conjunto com injeções de Interferon alfa-2-beta por exemplo.

No futuro, as pesquisas com células-tronco tende a progredir e podem ser uma alternativa. Porém, os estudos atuais com uso de células-tronco em Peyronie não demonstraram melhora.

Rx demonstrando placas calcificadas no pênis
CURVATURA VENTRAL (necessitando isolar a uretra e o feixe nervoso para correção)
Incisão em Y ou H da placa para posterior enxertia
Apresentação powerpoint
Técnica de enxertia com túnica albugínea 
Congresso Brasileiro 2007
Vídeo
Técnica de injeção intralesional 
aplicação de colagenase clostridium